Já ouviu falar em objetos e brinquedos transacionais/afetivos?
Ao contrário do que muita gente acha, eles são de grande importância na vida dos pequenos. O pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott denominou como objeto transacionais/ afetivo, aqueles utilizados pela criança como suporte emocional e que o ajudará a suportar e lidar melhor com a ausência materna, também o ajudará a entender e lidar melhor com a solidão, angústia e ansiedade e devem ser respeitados.
São muito comuns na primeira infância justamente pela necessidade da criança frente ao seu desenvolvimento e será importante para o desenvolvimento nessa fase. Também não há regras de idade e nem quanto tempo cada criança precisará dele, pois cada uma é um ser único.
Algo familiar em meio ao desconhecido
Quem nunca ouviu uma história de alguém que tentou tirar ou trocar o brinquedo afetivo da criança por estar muito velho? É bem comum essa vontade, mas antes de tudo, é preciso entender que, aquele brinquedo, é algo familiar que o pequeno tem, em meio a situações e emoções ainda desconhecidas pra ele, é o ponto de apoio.
Por isso é ele quem vai escolher e, em caso de troca, a decisão também precisa ser da própria criança, pois só ela conseguirá dizer se aquele objeto traz a a sensação de segurança e acolhimento. Além do apego emocional, características únicas o distingue para a criança, como cheiro, formato, cor e textura. E nem sempre será realmente um brinquedo, pode ser que seja, inclusive, objetos mais simples como uma naninha ou até mesmo uma chupeta,
Um bom exemplo de como eles funcionam é o personagem Linus da turma Charlie Brown com seu cobertozinho.
Até quando o brinquedo afetivo será necessário?
Algumas crianças os terão por meses, outras por anos, o importante é observar e respeitar a evolução de cada uma.
Apesar de serem mais comuns na primeira infância, pode acontecer da criança ter resistência em deixar o brinquedo mesmo quando não há necessidade cognitiva e emocional para tê-lo, mas não é uma regra. O caminho sempre será de observação e muita conversa. Caso perceba que isso está se tornando um problema real e/ou o pequeno começa a demonstrar dificuldade de relacionar-se com outras pessoas ou apresentar algum outro tipo de dificuldade como na escola, procure ajuda profissional para tirar todas as suas dúvidas.